A velha seca do sertão

O mestre Gonzaga levou
Na sua canção
A sua asa branca
A Alegria e a dor
Desse grande sertão sonhador

E com muito amor
Pelo baião
Fez levantar a poeira
Desse chão

Chão que chora
Ao ver o seu povo ir embora
Com mágoa por falta dágua
Ao ver chover lá fora
E aqui não

É Luiz Gonzaga
Eu entendo que já faz tempo
Mas nem o tempo apaga
Essa velha dor do Sertão

É pobre sertanejo
Já não há nada que se faça
Pra mudar a história
Do coração cansado de sofrer
Ao ver morrer de sede
Homem, bicho e plantação

Quanta dó
Quanta dó de tudo
E é no forro
Que agente canta e dança
E levanta pó
Desse velho chão
Seco e duro

E a cada ano
O meu Sertão
Vai ficando
Cada vez mais só
E isso é uma pena
Meu Deus! Aí que dó!

A velha sede do Sertão
Julio Cantuaria

Deixe um comentário