É preciso ser capaz de revidar!

É preciso ser capaz de revidar!

 

O incapaz de revidar

É aquele que se entrega na bebida

Que se joga na droga

Que desiste da própria vida

E que não se importa

 

Eu vou falar

E não é só por mim

Mas não precisa concordar

Muito menos assumir

 

Eu não estou aqui pra julgar

Mas olhe em sua volta

O incapaz de revidar

É o que mais se vê por aí

 

Mas já é hora de acordar

Não se pode desistir

Já chega de se acomodar

É preciso lutar e resistir

 

Lutar contra tudo que for preciso

Lutar contra o sistema

Contra as ilusões, maldades

E até mesmo o vicio

 

Chega de dar desculpas

De se isentar da culpa

De se omitir

É preciso se unir

 

Para fortalecer a luta

E deixar de ser incapaz de revidar

Pra fazer a mudança acontecer

De uma forma justa

 

Por menor que a mudança seja

Ainda que ela seja dentro de você

É preciso ser capaz de revidar

E fazer acontecer

 

É preciso ser capaz de revidar

Para enfrentar os problemas

Que causam tristezas no coração

Aliás eles são passageiros como chuva de verão

 

É preciso ser capaz de revidar

Julio Cantuaria

 

 

 

 

 

Como diria Nietzsche

Como diria Nietzsche
Quem foi que disse
Que a escravidão acabou?
Se olhar nas mãos
E no semblante do povo trabalhador
Verás que essa idéia é tolice
É sim senhor
Irmãos! Nós já não podemos aceitar
A ipocrisia da tal meritocracia
Num país tão desigual
Como o nosso
E não é normal
Vivermos só de comentar
As injustiças do dia a dia
Sem união nem coragem de lutar
Contro o mal
Que destrói as periferias
 Doutor, olhe e veja
A pobreza da população
Com certeza só nos tráz tristeza
Essa condição dos presídios
Que estão cheios de jovens
Pobres e negros
Filhos de um Brasil esquecido
Que na maioria das vezes
Não tiveram saúde, Educação
E oportunidades de serem
 bons cidadãos
Enquanto que os políticos
Criam regras e leis
Que só beneficiam a eles mesmos
E roubam do povo os direitos
Estabelecidos na constituição
Fazendo da corrupção
Um meio de viverem como reis
Enquanto isso
O sonho e a liberdade
Morrem nas mãos
Da violência gratuita
Alimentada pela omissão
E falta de consciência
De todos os covardes
Afinal, isso é o que nós somos
Quando não fazemos a nossa parte
Quando deixamos de fazer
O que é certo
Pra sermos mais espertos
E só estamos sendo covardes
E o que nós somos?
Eu lhe respondo
Como diria um filósofo
Nós somos seres humanos
Demasiados e desumanos
Donos do nosso próprio abandonado
Como diria Nietzsche
Julio Cantuaria

O porque do vermelho!

A bandeira do Brasil
Perdeu as cores
Que sempre a reluziu
Por causa do circo de horrores
Causados pelos opressores
Que sempre derramaram o sangue
De milhões de inocentes
Que até foram
Enterrados como indigentes

E ainda tem muita gente
Sofrendo, morrendo
E muitos se diz descrente Continue lendo “O porque do vermelho!”