Não adianta me criticar
Pelos textos que escrevo
Porque eu opino mesmo
E dou a cara pra bater
Sobre tudo que acredito
Penso e quero aprender
Mesmo que ninguém
Queira me compreender
Agora, se estou
Certo ou errado
Isso o tempo vai dizer
E por enquanto eu vou
Dando vasão a minha voz
Nessa luta pela revolução
Mental e social
Que proporcione
Igualdade e liberdade
A cada um de nós
Podem me chamar de anarquista
Socialista ou louco
Porque não vou ligar nem um pouco
Eu só não concordo
E nem me omito
Sabendo que crianças
Estão morrendo de desnutrição
Sem saúde e educação
Enquanto os capitalistas
Acumulam milhões
Em suas contas clandestinas
Sem dar a mínima oportunidade
Para as periferias
E isso é fato! Não é mito!
Miséria!
Não é vida pra ninguém
Guerra!
Qual o interesse que se tem?
Se quem causa
Se esconde atrás da mesa
Numa morre
Por não estar no campo de batalha?
Com a caneta faz o corre
E ainda ganha medalha
Pena que as boas idéias
Nem sempre fazem as cabeças
Dos cidadãos de bem
Para estimular as atitudes certas
Que rompam as barreiras
E resolvam velhos problemas
De opressão desse sistema
A união seria a maior força
Mas as pessoas
Estão cada vez mais dívidas
E só pensam
Em suas próprias vidas
Por isso, tem tanta gente por aí
Esfomeada, desamparada e iludida
Sem sonhos, sem futuro
E nem rumo pra seguir
Nesse mundo de poucos donos
E muitos tristes fins
Nesse mundo de poucos donos
E muitos tristes fins
Olha mais um menino ali
Que não vai sobreviver
Pra contar a sua história
E a mudança que já passou da hora
Parece que nunca vai chegar
Quantas vidas mais
Essa maldade vai ceifar?
Se só queremos viver em paz
Sem ver o nosso se acabar
Mundo de poucos donos
Julio Cesar Cantuaria Cardoso
Julio Cantuaria
