Seja a diferença!

Seja a diferença

Mágoas passadas
Não movem moinhos
Boas palavras
São asas
Que batem rumo
A um novo caminho

Seja a diferença

Afinal, não faz sentido
Se remoer e se consumir
Por motivos
Tão banais
E que não vão voltar mais

Seja a diferença

E todo mundo
É capaz
De recomeçar
De seguir em frente

Seja a diferença

Sem olhar
Para trás
nem tampouco
Desejar o mal
Para quem foi indiferente

Eu sei que ninguém
É igual a ninguém
Mas todos nós temos a opção
De fazer o bem
Aos irmãos

Então ponha a mão
Na consciência
E faça parte
Dos que querem
Ser a diferença

Seja a diferença!

Julio Cantuaria

Ti titi blá blá, blá! (falácias)

Ti, ti, ti, blá, blá, blá! (falácias)

Blá, blá, blá
Ti, ti, ti
É tudo que se ouve
E vê falar por aqui

E falam da vida alheia
Falam pelos cotovelos
E criticam a diversidade sem medo
E se esquecem de olhar no espelho

E meio a tantas falácias
Deixam de ouvir
De que o pré julgamento
É uma coisa muito feia

E faltam atitudes
Sobram palavras
E o senso comum se prende
Nessa  armadilha tão falha

Então escute mais
Fale menos
Encontre sabedoria e o equilíbrio
Que lhe trará a paz

E não promova
O pré julgamento
Já que você não é juiz
Aproveite o seu tempo vivendo

E será muito mais feliz
Escute a razão que diz
Aproveite o seu tempo vivendo
Porque ele voa como o vento

E a vida é curta de mais
Pra se perder tempo
Com falácias e fofocas
Que só trazem conflitos banais

Ti,ti,ti, blá, blá, blá
Julio Cantuaria

Eu sou é bicho solto!

Eu sou é bicho solto!

 

Não venha me falar de deveres
Se não posso ter
Os meus direitos

Eu já não sou mais igual a você
Que é capaz de se prender
E viver com medo
De ser você mesmo

Eu já não sou mais um robô
Eu sou é bicho solto

Se quiser
Pode me chamar de maluco
Porque eu faço o que eu gosto
Na hora que eu quero
E que se dane
O mundo

Eu sou eu mesmo
E já não tenho medo
E o que eu penso
Já não é mais nenhum segredo
Para ninguém

Mesmo assim
Eu sempre serei do bem
E se você quiser também
Pode embarcar nesse trem

A fé e a minha liberdade
É o que me mantém de pé
Nessa grande selva de pedra

Eu sou é bicho solto!

Julio Cantuaria

 

 

 

 

Eu não quero uma cidade cinza!

Eu não quero uma cidade cinza
Querem acabar com a arte
Da cidade São Paulo
E começaram apagando
Os grafites
Talentos e expressões das ruas
Por isso, vou lhe perguntar:
Qual a opinião sua?
Dar um lugar pra quem não tem
Aonde morar
Ninguém quer
Mas, os desenhos dos meninos
O Dória está no pé
E eu não me calo
Porque se não vão perseguir
O samba rock, Reggae e hip Hop
Que nasceu dos guetos
Para protestar contra as injustiças
Desse sistema opressor
Essa perseguição
É reflexo da ditadura militar
Que querem trazer de volta
Com suas correntes, grades
E mordaças invisíveis
Condenando os sonhos
Loucos, utópicos
Democráticos e expressivos
Por serem livres
Eu não quero
Uma cidade cinza
Eu não quero ver
A minha voz se calar
Por entre ruas e esquinas
Eu quero liberdade
Diversidade na cidade
São Paulo colorida
É muito mais bonita
E essa cidade é minha vida
Eu não quero uma cidade cinza
Julio Cantuaria

Justiça seletiva!

Cadê a nossa justiça?(justiça seletiva)
Rastaman
Positividade
Já não é mais
A palavra que representa
A nossa realidade
Afinal, são tantas coisas banais
Como corrupção
Conflitos de interesses
Violência e opressão
Roubando a nossa paz
E eu te pergunto:
Cadê a nossa justiça
Que só falha e tarda
Enquanto o mal se espalha
Por todos os lugares?
Além dela ser muito seletiva
A quem puder pagar
Enquanto muitos pagam com a vida
E desse jeito
As coisas nunca vão mudar
Mas, por favor, não se cale
E seja a esperança
E consciência do cidadão de bem
Junto com a luz divina
Que a cada manhã vem
Para nos despertar pra vida
E se a multidão
Não fosse tão desunida
A nossa atitude
Iria revolucionar o mundo
Mas, enquanto, é justo
Continuar fazendo a nossa parte
Por amor, justiça e liberdade
Cadê a nossa justiça?(justiça seletiva)