Em meio a tanto baralho
Dessa tumultuada cidade
Devido as diversas formas
De poluição sonora
Camuflada de liberdade
Que causam distorções
Ruídos e conflitos
Na comunicação
Dentro e fora
De cada ser pensante
Exercitar o silêncio
É um privilegio
Para ouvir o cérebro
Calando a mente
E o coração atordoado
Das ilusões
Que arrastam nossas vidas
Para as dimensões vazias
De amor e paz
Que vale muito mais
Do que os bens materiais
Que o dinheiro
Pode comprar
Ostentar e escravizar o ser
Esse ser carente do amor
De abrigo, de amigos, do silêncio
De uma verdade
Que promova o “ato libertador”
Da prisão construída
Pelo desejo de ter
Sem pesar as medidas
E o fardo que isso pode trazer
Somente o silêncio
Pode dizer quem a gente, de fato é
E o que é necessário
Para viver
Silêncio!
Julio Cantuaria

