Saudades da mãe
Minha mãe África
Que não me viu nascer
Mas trago na minha essência
As raízes de lá
Nesse meu jeito de viver
E eu pergunto ao mundo
Por quê maltratam tanto
A minha mãe assim?
Esse povo guerreiro
Não pode mais ser oprimido
Muito menos se deixar oprimir
Oh, minha África mãe
Que os seus filhos acordem
E lutem até o fim
Por dias melhores
E mostrem
A verdadeira razão de existir
Afinal, já chega de mortes
Das nossas crianças
Chega de viver sem esperança
Do amanhã que vai surgir
A miséria e a fome
É o reflexo do abandono
Do Ocidente em relação a si
E se o mundo
Não muda
Pelo simples e absurdo
Individualismo do capitalismo
Agente muda por ti
Minha mãe, África
Julio Cesar Do Alegria
juliocantuaria.cardoso@gmail.com
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