A fragilidade da vida

A vida é tão frágil
Que num sopro
Num piscar de olhos
Ela se vai

E deixa a dor
O desespero
E a saudade
Em quem ficou

A vida é tão imprevisível
E ninguém sabe
Se as tragédias
São acasos ou destinos

Mas será possível
Partir sem sofrer
Descansar em paz
E em um bom lugar?

Acidentes, doenças
Conflitos, violência
E tantas coisas ruins
Ceifam vidas

Nas, eu não quero ver
Ninguém chorar por mim
Eu quero ouvir dizer
O quanto fui feliz aqui

Até porque a vida
Não tem preço
E a amizade, o respeito
E boas lembranças

É tudo que deixo
De coração
Aos que irão velar
O meu corpo

Quando o meu dia chegar
Mas, peço a Deus saúde
E espero que a morte
Demore pra vir me buscar

Afinal, viver é tão bom
E quando se ama
É ainda melhor
E quero ouvir o som

Do despertar
De cada novo amanhã
Sempre dando graças
Por essas dádiva

A fragilidade da vida
Julio Cantuária

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