Muitas vezes

Muitas vezes

As vezes eu quero o barulho
De quando encontro os amigos
Em que todos falam e ri
Ao mesmo tempo
E ninguém entende ninguém
Mas isso nos faz tão bem

As vezes eu quero o silêncio
Para sentir e ouvir
O interior de mim mesmo
Que desmorona tudo que faço
E desfaz os meus passos
Que iam rumo ao que acreditei

As vezes penso muito em você
Como já mais saberei explicar
As vezes te quero, te desejo
Mais do que tudo
E assumo com todas as letras
Sem se quer parar pra pensar

Mas, muitas vezes me zango
E quero ficar longe
Pensar e refletir, sumir
Dos meus e dos seus erros
Pra me ver sem tanta cobrança
Se faço sempre o que é certo

Me mata aos poucos
A sua desconfiança
E o seu egoísmo
Por isso, muitas vezes, penso
Em jogar para o alto
O nosso sentimento

Mas, sentimento
É uma coisa muito forte
Verdadeira e nobre
Que sobrevive
A intrigas, tempestades
E até mesmo a morte

As vezes pensei
E até mesmo relutei
Ao que acreditei
Mas, hoje eu sei
O quanto você é importante
Ao ponto de entender

Que por mais
Que a gente brigue
Eu não sou capaz
De viver sem você
Por isso, em todas as vezes
Abençoado é o amor que a gente fez

Muitas vezes
Julio Cantuaria

4 respostas para “Muitas vezes”

  1. Amei este poema, é como o que existe dentro de cada ser humano, o começo sem um fim ou um fim sem um começo, a dor e a alegria de amar, o medo da perda e o ensinamento e a liberdade que ela nos traz, pois gostaria que pudéssemos ter maturidade em nossa infância e inocência em nossa maturidade sem nos machucamos. Pois é sinto que são profundos sentimentos escondidos em nosso sub consciente.
    Júlio obrigada por me fazer expor o que levo em meu consciente infelizmente sem compreensão de terceiros, desculpe ter viajado em meu âmago. Beijos vc é uma pessoa especial e iluminada continue assim e que o universo conspire sempre ao seu favor.

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